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Ministro do Meio Ambiente diz que alta do desmatamento na Amaz√īnia √© 'inaceit√°vel'

Por Marcos Duarte em 22/11/2021 às 14:08:35
Segundo Joaquim Leite, é preciso que órg√£os públicos atuem de forma 'contundente' contra crimes ambientais. Segundo Inpe, houve alta de 22% no desmatamento entre 2020 e 2021. Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente

Reuters

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, afirmou nesta segunda-feira (22) que o aumento do desmatamento na Amazônia é "inaceit√°vel" e que é preciso uma atua√ß√£o "contundente" dos órg√£os públicos contra os crimes ambientais.

Joaquim Leite deu as declara√ß√Ķes ao conceder entrevista sobre a COP26, conferência do clima organizada pelas Na√ß√Ķes Unidas neste mês.

Na semana passada, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que a área desmatada na região passou de 13.235 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021, o que representou aumento de 22% no desmatamento.

"É hora de agir na nossa principal fragilidade que é o desmatamento ilegal", afirmou Leite nesta segunda.

"Vamos — diante dos números inaceit√°veis do desmatamento que foram anunciados na semana passada —, junto com o ministro Anderson [Torres, da Justi√ßa], de forma integrada, Ibama, ICMBio, For√ßa Nacional e Polícia Federal, atuar de forma contundente para eliminar os crimes ambientais, especialmente na Amazônia", acrescentou.

Amazônia Legal tem maior desmatamento desde 2006

Mais cedo, também nesta segunda, o vice-presidente Hamilton Mour√£o, que comanda o Conselho Nacional da Amazônia, disse ser preciso "manter a press√£o nas opera√ß√Ķes" de combate a crimes ambientais.

"Tem que manter a press√£o nas opera√ß√Ķes, né? Mas, também, tem que avan√ßar os outros aspectos, sen√£o a gente n√£o consegue resolver o problema", afirmou o vice.

O documento do Inpe com o resultado do desmatamento tem a data de 27 de outubro de 2021, dias antes do início COP26.

Entidades que atuam na √°rea ambiental afirmam que houve "omiss√£o" do governo em rela√ß√£o aos dados, tentando evitar críticas ao Brasil durante a COP 26. Para as entidades, trata-se de um "esc√Ęndalo".

O governo, por sua vez, nega que tenha tido acesso ao levantamento antes da conferência.

Dado é 'surpreendente'

J√° para o ministro das Rela√ß√Ķes Exteriores, Carlos Fran√ßa, o anúncio do recorde de desmatamento na Amazônia é surpreendente.

“Diante do recente e para nós surpreendente anúncio de eleva√ß√£o do desmatamento na Amazônia, fa√ßo quest√£o, logo de início, de deixar claro desde j√° nosso pleno empenho no cumprimento dos compromissos anunciados”, disse o chanceler brasileiro.

Monitoramento

O ministro do Meio Ambiente disse que v√£o empregar mais homens e recursos para acabar com o crime ambiental na regi√£o Amazônica.

Como exemplo de medidas j√° adotadas para combater o desmatamento ilegal, Leite disse que 700 homens da For√ßa Nacional j√° est√£o presentes em 23 municípios.

“Estamos presentes hoje em 23 municípios de forma permanente e ostensiva, para inibir o crime e n√£o chegar l√° após √°rvore cortada”, afirmou.

Nos últimos meses, o governo empregou militares para evitar o aumento de crimes ambientais na Amazônia por meio da opera√ß√£o de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A operação foi autorizada pelo presidente Jair Bolsonaro no final de julho e tinha previsão de se encerrar em 31 de agosto.

O governo, no entanto, decidiu prorrogar por mais 45 dias e anunciou o fim da medida no final de outubro. Mesmo assim, foi anunciado o recorde de desmatamento na regi√£o na semana passada.

Fonte: G1

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