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Cirurgiões transplantam coração de porco geneticamente modificado em humano

Por Marcos Duarte em 11/01/2022 às 09:48:19

A Food and Drug Administration (FDA, a agência norte-americana) autorizou o procedimento por compaixão, já que Bennett era inelegível para um transplante de coração tradicional e não havia outras opções. “Era morrer ou fazer esse transplante. Eu quero viver. Eu sei que é um tiro no escuro, mas é minha última escolha”, disse o paciente em um comunicado.

A tentativa de usar órgãos de animais para salvar vidas humanas acontece há décadas. Uma das vezes mais marcantes aconteceu no ano de 1984, quando os médicos transplantaram um coração de babuíno em Stephanie Fae Beauclair, uma criança que nasceu com síndrome do coração esquerdo hipoplásico. Ela chegou a sobreviver por 21 dias, mas depois, seu corpo rejeitou o órgão transplantado.

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De acordo com o The New York Times, a diferença do procedimento de Stephanie para este é que os médicos usaram um coração geneticamente modificado para remover quatro genes que codificam uma molécula que faz com que o corpo rejeite o órgão.

Os cirurgiões também inseriram seis genes humanos para tornar o sistema imunológico do animal mais resistente ao tecido do paciente. Agora, o completo sucesso dependerá de como será a recuperação dele, tanto que corpo de Bennett ainda pode rejeitar o coração de porco. Até o momento, ele está vivo e os médicos estão empolgados com o resultado.

A surgical team at the University of Maryland School of Medicine works to give patient Dave Bennett, 57, of Maryland, a gene-edited pig heart.
Imagem: University of Maryland School of Medicine

“Se isso funcionar, haverá um suprimento infinito desses órgãos para pacientes que estão sofrendo”, explicou Dr. Muhammad Mohiuddin, diretor científico da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland. Além disso, segundo a administração de recursos e serviços de saúde do governo dos Estados Unidos, mais de 100 mil pessoas estão na lista nacional de espera para transplante e cerca de 17 pessoas morrem todos os dias à espera de um transplante de órgão. Ou seja, isso seria um grande passo para a ciência e avanço na evolução da medicina para os humanos.

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Fonte: Olhar Digital

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