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Volume de Serviços cresce 1,7% em março

Por Marcos Duarte em 13/05/2022 às 06:11:18

Em março de 2022, o volume de serviços no Brasil cresceu 1,7% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal. Com isso, o setor de serviços recuperou a perda de janeiro deste ano (-1,8%) e alcançou o maior patamar desde maio de 2015. Dessa forma, o setor se encontra 7,2% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 4,0% abaixo de novembro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

PeríodoVariação (%)
VolumeReceita Nominal
Março 22 / Fevereiro 22*1,71,2
Março 22 / Março 21*11,417,9
Acumulado Janeiro-Março9,415,4
Acumulado nos Últimos 12 Meses13,618,2
*série com ajuste sazonal

Na série sem ajuste sazonal, frente a março de 2021, o volume de serviços cresceu 11,4% e assinalou a 13ª taxa positiva consecutiva. No acumulado do ano, o volume de subiu 9,4% frente a igual período de 2021. O acumulado nos últimos doze meses passou de 13,0% em fevereiro para 13,6% em março de 2022, mantendo trajetória ascendente desde fevereiro de 2021 (-8,6%).

Pesquisa Mensal de Serviços - Volume de Serviços, segundo as atividades de divulgação - Março 2022 - Variação (%)
Atividades de DivulgaçãoMês/Mês anterior (1)Mensal (2)Acumulado no ano (3)Últimos 12 meses (4)
JANFEVMARJANFEVMARJAN-JANJAN-FEVJAN-MARAté JANAté FEVAté MAR
Volume de Serviços - Brasil-1,80,41,79,47,411,49,48,49,412,213,013,6
1. Serviços prestados às famílias-1,00,12,419,517,362,219,518,530,625,131,438,5
1.1 Serviços de alojamento e alimentação-1,50,61,419,917,966,519,919,031,827,434,141,5
1.2 Outros serviços prestados às famílias0,02,08,517,314,143,117,315,824,513,618,023,7
2. Serviços de informação e comunicação-3,5-1,11,75,02,44,05,03,73,89,89,79,5
2.1 Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC)-3,9-2,33,04,51,93,44,53,23,39,39,18,7
2.1.1 Telecomunicações-1,4-2,6-0,4-5,0-7,4-8,0-5,0-6,2-6,8-0,6-1,0-1,7
2.1.2 Serviços de tecnologia da informação-0,20,12,719,316,219,219,317,718,325,225,024,8
2.2 Serviços audiovisuais-4,0-1,66,110,06,29,110,08,28,513,315,316,4
3. Serviços profissionais, administrativos e complementares0,31,81,57,57,29,17,57,48,08,79,510,2
3.1 Serviços técnico-profissionais2,0-2,14,310,44,610,010,47,58,413,012,813,0
3.2 Serviços administrativos e complementares0,43,4-1,16,48,28,76,47,37,87,08,29,1
4. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio1,62,52,715,114,017,215,114,615,516,818,018,7
4.1 Transporte terrestre2,42,72,315,315,217,515,315,316,116,718,218,8
4.2 Transporte aquaviário-0,60,0-8,119,417,93,019,418,612,815,616,515,9
4.3 Transporte aéreo7,3-3,215,649,845,6119,049,848,067,748,258,473,4
4.4 Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio1,21,81,85,95,86,15,95,85,912,111,711,0
5. Outros serviços-0,3-0,91,61,3-3,9-4,31,3-1,3-2,35,44,94,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
(1) Base: mês imediatamente anterior - com ajuste sazonal; (2) Base: igual mês do ano anterior; (3) Base: igual período do ano anterior; (4) Base: 12 meses anteriores.

A expansão de 1,7% do volume de serviços, de fevereiro para março de 2022, foi acompanhada por todas as cinco atividades investigadas, com destaque para os transportes (2,7%) e para os serviços de informação e comunicação (1,7%). Enquanto o primeiro setor emplacou o quinto resultado positivo consecutivo, com ganho acumulado de 12,3%; o segundo, ao avançar 1,7% em março, recuperou uma pequena parte da perda acumulada entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022 (-4,7%). Outros avanços foram registrados pelos setores profissionais, administrativos e complementares (1,5%), prestados às famílias (2,4%) e outros serviços (1,6%).

Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral apontou variação positiva (0,1%) no trimestre encerrado em março de 2022 frente ao nível do mês anterior, mantendo o comportamento predominantemente positivo desde julho de 2020. Entre os setores, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, quatro deles acompanharam o crescimento do índice global: os transportes (2,3%), os profissionais, administrativos e complementares (1,2%), os serviços prestados às famílias (0,5%) e os outros serviços (0,1%). Por outro lado, os serviços de informação e comunicação (-1,0%) apontaram o único resultado negativo no trimestre terminado em março de 2022.

Na comparação com março de 2021, o volume do setor de serviços, ao avançar 11,4% em março de 2022, registrou a 13ª taxa positiva seguida. O resultado deste mês trouxe expansão em quatro das cinco atividades e contou ainda com crescimento em 68,1% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (17,2%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços, impulsionado, em grande medida, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de cargas, rodoviário coletivo de passageiros, atividades de agenciamento marítimo, operação de aeroportos, gestão de portos e terminais e transporte metroferroviário de passageiros.

Os demais avanços vieram dos serviços prestados às famílias (62,2%) dos profissionais, administrativos e complementares (9,1%); e de informação e comunicação (4,0%), que apresentaram incrementos de receita em: restaurantes; hotéis; e serviços de bufê, no primeiro ramo; em locação de automóveis; serviços de engenharia; soluções de pagamentos eletrônicos; atividades jurídicas; e agências de viagens, no segundo; e em portais, provedores de conteúdo e ferramentas de busca na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamentos de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na Internet; e desenvolvimento de programas de computador sob encomendas, no último.

Em contrapartida, a única taxa negativa do mês ficou com o setor de outros serviços (-4,3%), pressionado, especialmente, pela menor receita oriunda de recuperação de materiais plásticos; administração de bolsas e mercados de balcão organizados; corretoras de títulos e valores mobiliários; e atividades de administração de fundos por contrato ou comissão.

No índice acumulado do primeiro trimestre de 2022, frente a igual período do ano anterior, o setor de serviços apresentou expansão de 9,4%, com quatro das cinco atividades de divulgação apontando taxas positivas e crescimento em 68,1% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, a contribuição positiva mais importante ficou com o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,5%). Os demais avanços vieram de serviços prestados às famílias (30,6%); de profissionais, administrativos e complementares (8,0%); e de informação e comunicação (3,8%). Em sentido oposto, o setor de outros serviços (-2,3%) registrou a única taxa negativa do indicador acumulado no ano.

Serviços avançam em 24 das 27 unidades da Federação em março

Regionalmente, 24 das 27 unidades da Federação tiveram expansão no volume de serviços em março de 2022, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o crescimento (1,7%) observado no Brasil. Entre os locais que apontaram taxas positivas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (2,7%), seguido por Minas Gerais (6,4%) Distrito Federal (10,3%), Santa Catarina (4,2%), Rio Grande do Sul (2,6%) e Rio de Janeiro (0,8%). Em contrapartida, Mato Grosso (-3,0%) exerceu a principal influência negativa em termos regionais.

Na comparação com março de 2021, o avanço do volume de serviços no Brasil (11,4%) foi acompanhado por 25 das 27 unidades da Federação. A principal contribuição positiva ficou com São Paulo (13,0%), seguido por Minas Gerais (15,7%) e Rio Grande do Sul (22,4%). Em sentido oposto, Mato Grosso do Sul (-1,9%) e Rondônia (-6,0%) assinalaram os únicos resultados negativos do mês.

No acumulado do primeiro trimestre de 2022, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (9,4%) se deu de forma disseminada entre os locais investigados, já que 26 das 27 unidades da Federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (11,2%), seguido por Minas Gerais (10,1%) e Rio Grande do Sul (16,1%). Por outro lado, Rondônia (-0,5%) registrou a única influência negativa sobre índice nacional.

Atividades turísticas crescem 4,5% em março

Em março de 2022, o índice de atividades turísticas apontou expansão de 4,5% frente ao mês imediatamente anterior, após ter recuado em 0,9% nos dois últimos meses. Vale destacar que o segmento de turismo ainda se encontra 6,5% abaixo do patamar de fevereiro de 2020. Regionalmente, todos os 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de crescimento verificado na atividade turística nacional (4,5%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (7,0%), seguido por Bahia (8,0%), Santa Catarina (11,8%) e Rio de Janeiro (2,9%).

Na comparação março de 2022/março de 2021, o índice de atividades turísticas no Brasil apresentou expansão de 75,6%, 12ª taxa positiva seguida, sendo impulsionado, principalmente, pelo aumento na receita de empresas que atuam nos ramos de transporte aéreo; restaurantes; hotéis; rodoviário coletivo de passageiros; locação de automóveis; e serviços de bufê. Em termos regionais, todas as 12 unidades da Federação onde o indicador é investigado mostraram avanço nos serviços voltados ao turismo, com destaque para São Paulo (85,7%), seguido por Minas Gerais (100,0%), Rio de Janeiro (42,3%), Rio Grande do Sul (131,3%) e Bahia (66,6%)

No acumulado do primeiro trimestre de 2022, o agregado especial de atividades turísticas mostrou expansão de 42,2% frente a igual período do ano passado, impulsionado, sobretudo, pelos aumentos de receita obtidos por empresas dos ramos de transporte aéreo de passageiros; hotéis; restaurantes; locação de automóveis; transporte rodoviário coletivo de passageiros; e serviços de bufê. Regionalmente, todos os 12 locais investigados também registraram taxas positivas, em que sobressaíram os ganhos vindos de São Paulo (51,6%), seguido por Minas Gerais (69,2%), Rio de Janeiro (20,6%), Bahia (35,8%), Rio Grande do Sul (61,0%) e Pernambuco (33,9%).

Fonte: IBGE

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